Durante muito tempo o meu violão foi o suficiente. As pessoas que acompanhavam a melodia gostavam da minha companhia. As nuvens eram de algodão. Infelizmente a música ficou careta, tenho saudades daquele tempo, a preocupação era somente em não errar a letra. Hoje me sinto sozinho, o vazio ao meu redor não é preenchido por ninguém, minha sinceridade incomoda os outros, não sei viver de mentiras, não sei voar de pés no chão. Dos amores, restaram as lembranças, não amo o passado, talvez nem falta dele eu sinta, as lembranças sim, são elas que interessam.
Do que adianta alguém te amar e não saber o que fazer com esse sentimento? Como diz a música: ♫ joga fora no lixo ♫
Eu vejo um futuro melhor, eu não nasci pra sofrer, também não quero ser vítima das circunstâncias. O amor em todas as suas formas é justo, justo até demais. Tento de todas as maneiras, evitar teus olhos, deve ser bobagem, paranóia da minha cabeça. As vezes, só as vezes sou paranóico, afinal, quem não é?
A minha vontade é tomar o mundo feito uma cerveja gelada em um dia quente. Se amanhã não for nada disso, o problema será meu.